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Dados Específicos

Fatalidade ​em Duas Rodas (setembro/2012)​​​

Nos últimos anos, a frota de motocicletas no Brasil teve um crescimento expressivo, de 357% no período de 2000 a 2011.

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Infelizmente, seguindo esta tendência, os casos de morte no trânsito brasileiro, envolvendo motocicletas, também tiveram um crescimento significativo: 134% no mesmo período. Levando em conta que o beneficiário tem 3 anos para solicitar o seguro, esse número ainda vai aumentar, tendo em vista que para acidentes ocorridos a partir de 2009 ainda cabe solicitação de indenização.

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Mais alarmante que o crescimento dos casos de morte é o crescimento dos casos de invalidez permanente, envolvendo motocicletas. Mais comumente são divulgadas as estatísticas de morte, que chocam pela interrupção de uma vida, contudo, os casos de invalidez permanente marcam de forma definitiva a existência de uma pessoa. De 2000 a 2011, os casos de invalidez permanente cresceram 1.378%, sendo certo que ainda irá aumentar pelo fato do prazo de pedido de indenização ser de até 3 anos.

Só em relação às ocorrências de invalidez permanente do ano de 2011, a Seguradora Líder DPVAT indenizou 108.264 casos em decorrência de acidentes com motocicletas, sendo 77% casos leves, 20% de casos moderados e 3% de casos graves. Isto que dizer que essas pessoas tiveram o rumo natural de sua vida interrompido, de forma permanente. Para finalidade de apuração desta estatística, foram considerados: casos leves - a perda de dedos da mão ou do pé, do baço, a mobilidade do quadril ou do joelho; casos moderados – a perda da audição, perda da fala, perda parcial da visão; e casos graves - a perda de uma mão ou de um braço ou de uma perna ou perda completa da visão.

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A maior incidência dos casos de invalidez permanente, 60% dos casos, ocorre na faixa de 18 a 34 anos, que compreende a juventude e parte da população economicamente ativa.

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Indo no sentido inverso do crescimento da população na faixa de 18 a 24 anos, que segundo o IBGE (PNAD) sofreu um acréscimo de 0,2% de 2001 a 2011, as indenizações por invalidez permanente nesta faixa registraram aumento expressivo nos últimos anos, 1.063%.

Já na faixa etária dos 25 a 34 anos, que segundo o IBGE teve um crescimento de 27% no período, as indenizações de invalidez permanente registraram um aumento alarmante de 1.066%.

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As indenizações pagas pelo Seguro DPVAT por invalidez permanente foram 79% a motoristas, 14% a passageiros e 7% a pedestres.

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Outro ponto a ser observado é que 65% dos casos de morte e 64% dos casos de invalidez permanente indenizados pelo Seguro DPVAT em acidentes com motocicletas ocorreram com motoristas na faixa de 18 a 34 anos.

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Analisando, regionalmente, a distribuição geográfica de vendas de motocicletas no período de 2000 a 2011, a região Nordeste teve o maior aumento percentual, em 2000 representava 27,9 % das vendas de motocicletas no Brasil e em 2011 subiu para 38,2% (fonte Abraciclo) refletindo a mudança do cenário do ambiente rural e o aumento no poder aquisitivo da população. Da mesma forma, a frota circulante de motocicletas nesta região teve aumento significativo de 538% no mesmo período (DENATRAN) e a quantidade de indenizações por invalidez permanente decorrente de acidentes envolvendo motos também cresceu em 1.636%, de 2000 para 2011, lembrando que este número será ainda maior porque o beneficiário tem até 3 anos para solicitar a indenização do seguro.

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Em meio a estas estatísticas alarmantes, onde vemos que as motocicletas figuram como o principal veículo causador de mortes precoces e limitações físicas permanentes na população jovem, tornam-se imprescindíveis ações de prevenção, educação e conscientização no trânsito focadas especificamente nesta categoria.

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