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Três perguntas para Melina Reis, bailarina

Publicado em segunda-feira, 17 de junho de 2019

Newsletter - 17/06/2019 - 85ª Edição

Aos 17 anos, Melina Reis viu sua vida mudar após sofrer uma grave fratura exposta na perna esquerda em um acidente de trânsito. Bailarina desde muito criança, ela usou a primeira sapatilha de ponta aos 13. Durante anos de tratamento após o acidente, Melina tentava manter a perna para não ver acabar o seu sonho de dançar. Mas foi apenas após a amputação e o recomeço com uma prótese desenvolvida especialmente para ela que voltou a dançar. Nessa entrevista, ela conta como foi essa trajetória e como o Seguro DPVAT fez parte dessa transformação.

Como foi o seu acidente e o processo de recuperação?

Meu acidente foi em um cruzamento. Eu estava na garupa de uma moto e um carro pegou na nossa lateral, batendo diretamente na minha perna esquerda. Eu tive uma fratura exposta de 3º grau com perda de tecidos moles. O ideal naquele momento já seria a amputação, mas eu tinha apenas 17 anos e não estava preparada psicologicamente. Foram anos de tratamento, até que, em 2014, tive uma grave infecção e me afastei de tudo: trabalho, dança, e da tentativa de continuar andando. Foi aí que o médico me disse: 'ou amputamos ou tentamos salvar a perna de novo'. Eu estava cansada e sofria com as dores. Então decidi pela amputação. Meus familiares e alguns amigos foram contra, mas eu não tinha muito tempo. Eu poderia morrer. No primeiro momento, só pensei que nunca mais poderia dançar. Mas, graças a Deus, tudo foi diferente.

Com quantos anos você começou a dançar e como o balé voltou a fazer parte da sua vida depois do acidente?

Minha caminhada começou desde bebezinha. Sempre fiz aulas de dança na escola, participava de tudo que fosse relacionado à dança e era minha maior alegria! Meu foco sempre foi, desde quando sai do coma depois do acidente, andar sem acessórios para voltar a dançar com liberdade. Assim que comecei a andar, voltei a dançar também com adaptações, mas eram quase imperceptíveis. Mas eu sofria muito com as dores e, depois da amputação, procurei opções de próteses para bailarinas, mas não existiam. Foi então que conheci o fisioterapeuta e protesista José André Carvalho. Perguntei se era possível fazer uma prótese no formato de um pé de bailarina, com ponta e tudo. Ele abraçou a ideia e em 15 dias me entregou. O maior sonho que já tive foi realizado. Quando percebi, já estava dançando na ponta.

Como o Seguro DPVAT te ajudou em todo esse processo?

Logo depois do acidente, fiquei sabendo que todas as pessoas que sofrem acidentes de trânsito têm direito ao Seguro DPVAT. E, atualmente, fico muito feliz de poder participar dessa campanha e ajudar a levar informações sobre esse seguro tão importante para pessoas de todo Brasil, para que elas conheçam o seu direito e saibam que podem dar entrada sozinhos, que não precisam contratar ninguém. Hoje, sou bailarina, tenho a minha filha Zoe, e sou muito grata por cada pessoa do Seguro DPVAT que fez parte da minha história.



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