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Três perguntas para Maria Pia Bastos Tigre, vice-presidente voluntária do Conselho Deliberativo da ABBR

Publicado em segunda-feira, 15 de julho de 2019

Newsletter - 15/07/2019 - 89ª Edição

Fundada em 1954, no bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) foi criada para implantar o primeiro Centro de Reabilitação brasileiro especializado no tratamento de vítimas de paralisia infantil, decorrente de uma epidemia de poliomielite, que deixara milhares de crianças com sequelas naquela ocasião. Trata-se, portanto, de uma instituição que já nasceu ligada à saúde pública, com o compromisso de oferecer atendimento médico e terapêutico gratuito – atualmente coberto pelo SUS – embora também atenda pacientes particulares e conveniados a alguns planos de saúde. Referência nacional, o Centro de Reabilitação ABBR é formado por seis unidades de tratamento e setores multidisciplinares. As equipes são compostas por médicos fisiatras, neurologistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, assistentes sociais, fonoaudiólogos, enfermeiras, musicoterapeutas e pedagogos. Uma outra frente de assistência é a oficina ortopédica, que produz aparelhos sob medida, como órteses e próteses de membros superiores e inferiores, em conformidade com o padrão de excelência técnica em produtos de reabilitação e readaptação. O foco principal do trabalho é proporcionar o máximo de independência funcional e qualidade de vida aos pacientes, assinala a advogada Maria Pia Bastos Tigre Buchheim, integrante voluntária do Conselho Deliberativo da ABBR desde 2011. Segundo ela, a instituição tem atuação abrangente. Atende desde vítimas de acidentes de trânsito a crianças com problemas motores em razão das mais diversas síndromes e patologias. Confira a entrevista.

1 - As estatísticas do seguro DPVAT evidenciam um grande número de pessoas vítimas de acidentes de trânsito com lesões permanentes, a maioria jovens. Isso se reflete no trabalho desenvolvido pela ABBR?

Sim. Para se ter uma ideia, cerca de 40% dos pacientes tratados na ABBR que são vítimas de acidentes de trânsito têm invalidez permanente pelo INSS. Em geral, são homens, com idades entre 20 e 40 anos. Mas tem aumentado o número de crianças e mulheres que se acidentam no trânsito. Também tem sido grande a procura por tratamento de pequenas lesões, em decorrência de acidentes com bicicletas e patinetes elétricos.

2 - Que tipo de lesão é mais observada nas vítimas de acidentes de trânsito?

Como a ABBR não atende emergências (somente consultas previamente agendadas), os atendimentos são feitos em pacientes que já deixaram o hospital e que estão iniciando a fase de reabilitação. As lesões mais comum são nos membros inferiores, com ou sem amputação dos membros. A oficina ortopédica, mantida pela ABBR, também atua de forma integrada para garantir órteses e próteses compatíveis com a idade, medidas e necessidades dos pacientes.

3-A Seguradora Líder criou o Recomeço, um programa para reinserção de beneficiários do DPVAT no mercado de trabalho. De que modo a ABBR atua para promover a reintegração social das pessoas com este tipo de lesão?

O setor de Serviço Social da ABBR é muito ativo e atento às necessidades dos pacientes. Estabelecemos parcerias com diversas ONGs e empresas para reinserção dos nossos pacientes no mercado de trabalho e na vida em sociedade, por meio do atendimento de nossa equipe multidisciplinar, que inclui psicólogos e terapeutas ocupacionais.

Para conhecer mais do trabalho desenvolvido pela ABBR, acesse www.abbr.org.br



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